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Quinta à noite

Quando a vida dá uma volta das grandes. Desabafos. Ilusões e desilusões. Mudanças. Novos rumos. Vitórias

Quinta à noite

Quando a vida dá uma volta das grandes. Desabafos. Ilusões e desilusões. Mudanças. Novos rumos. Vitórias

23 meses

Falta só um mês para o teu segundo aniversário. 

És um tagarela, mesmo sem pronunciar nenhuma palavra! 

És malandro, mas muito meigo. 

Adoras beijinhos e abraços  (logo nesta altura...)

Adoras e és adorado pelo teu irmão. Mas há que aprender a partilhar!

Começo a ficar perita na resolução de conflitos! 

És um pedaço muito importante de mim!

Inocência: quando deve ser preservada?

Este texto resulta da conversa com o meu filho mais velho.

Acabei de deitar às galinhas o almoço dele, (que ele se recusou a comer, independentemente de todas as minhas tentativas). 

Quando me perguntou o que estava a fazer eu disse:

" Deitar comida fora!"

Ele respondeu: " isso é bom!"

Perguntei porque era bom e a resposta:

" Deitar a comida fora é bom porque eu não a quero comer!"

Usei aquele argumento que ouvi vezes sem conta: "Há muitos meninos sem nada para comer!" 

Ele virou as costas e foi brincar.

Quando eu tinha a idade dele esse argumento fazia -me comer. Porquê?  

Porque graças a pessoas como a princesa Diana que andava sempre com jornalistas a trás, todos os dias nos entrava pela casa a dentro imagens de crianças esfomeadas, amputadas, doentes...

Hoje é impensável! Em nome de um crescimento harmonioso, em nome de respeitar os mais sensíveis , hoje, a televisão não mostra imagens chocantes. 

Se por um lado isso é bom, por outro , estamos cada vez mais esquecidos das tristes realidades que existem por esse mundo fora!

Não são só as crianças que crescem sem acreditar que o mundo onde vivem é um privilégio, são também os adultos que tem memória curta e depressa se esqueceram das imagens chocantes que assistiram, no telejornal, quando eram crianças!

18 anos

Hoje completarias 18 anos. 

Contas feitas é muito tempo. E no entanto, parece que foi ontem. 

Hoje, mais uma vez, o sol brilhou, tal como há 18 anos! 

Aprendi tanto contigo. Mas daquela maneira que a vida ensina: depressa, sem tempo para treinos/tentativas.

Aprendi algo que hoje me faz viver angustiada: aprendi que às vezes o amanhã não chega, não vem! Aprendi a diferença entre o amanhã ser tarde demais e o amanhã nunca chegar. 

Hoje isso, tira-me o sossego, a tranquilidade...

Estamos num momento em que temos de deixar tudo para depois: os abraços, beijos, mimos, a presença física. E eu vivo cheia de medo, não deste bicho, mas daquiles que ele nos vai tirar hoje. E se não existir outra oportunidade para abraçar, beijar, estar?

Hoje é o teu aniversário. Aquele dia que sempre festejamos como se não houvesse outro, aquele dia cheio da gente que te queria para sempre. Hoje lembro essa lição de que o tempo é curto e hoje isso dói muito mais!

Continua a ser a nossa luz, o nosso perfume! Porque serás sempre  a nossa força e o nosso exemplo de coragem!

Hoje, sinto ainda mais a falta desse abraço! 

O dia da mãe

Este foi diferente.

Num ano "normal" levantar -me-ia muito cedo, sairia de casa às 9 horas para uma caminhada de 2 horas  (uns 15 kilometros) para poder ir a uma romaria, onde invariavelmente encontraria a Dona Helena. Depois iria almoçar a casa da minha mãe, passaria uma parte da tarde em casa da minha cunhada e ao final da tarde iria festejar o aniversário da minha sobrinha. 

Tem sido assim nos últimos anos. 

Ontem foi diferente. A minha sobrinha completou 8 anos e não teve festa. No entanto decidiu que iria distribuir o bolo de aniversário pela casa de todos os que "num dia normal" estariam na sua festa!

Eu fiz igual. Convenci os meus pequenos a ajudarem -me na confecção de queques. E fui distribui-los por todos os que estariam comigo num "dia normal".

Não houve abraços, nem beijinhos e a conversa era imprópria para surdos  (devido à distância entre as pessoas). Estive com a minha mãe , com a minha irmã, os meus cunhados... 

Partilha-mos o dia... 

Não era o desejado , mas foi o que se conseguiu .

(Faltou ver a dona Helena, por viver noutro concelho).

Dúvidas

Depois de um 25 de Abril festejado na A.R. e de um primeiro de Maio de reivindicações na rua, vem uma correcção nos números do dia anterior  (parece que contamos 2 vezes as mesmas pessoas, e deram tão rapidamente pelo erro: foi só comprar os dados! Maravilhoso sistema informático esse, que é tão eficaz numas coisas e noutras não!)

Agora a sério: crianças com mais de 6 anos são obrigadas a usar máscara nas cresces. E a pergunta: o que  andam a fazer crianças com 6 anos nas cresces?

Deve ser o confinamento que me deixa assim rabugenta 

Vamos sair de casa

Uma medida tão desejada por uns, e por outros temida. 

(Eu estou no grupo dos que a teme, principalmente depois das notícias que dão conta dos estragos que o vírus faz a nível cardíaco e neurológico  (logo 2 pontos que eu tenho debilitado)).

Compreendo a necessidade de reabrir a economia  (sim a economia, porque a sociedade, vai continuar "fechada"). É urgente voltar a produzir, vender, voltar a receber ordenados... É urgente voltar ao ativo e voltar a fazer coisas úteis!

A economia precisa que saíamos de casa,  a maioria das pessoas precisa de ganhar dinheiro para sobrevivência das famílias e o estado precisa de gente e  empresas a trabalhar e a pagar impostos. 

Se o fim da quarenta já vem tarde para a economia, parece que vem muito cedo para a saúde.

Fico com dúvidas do que vai acontecer às nossas, "tão boas", taxas em relação ao desenvolvimento do covid-19... 

Temos hospitais de campanha, e ventiladores disponíveis, mas será que temos profissionais suficientes? 

Será que não vamos facilitar o contágio com os grupos de risco? Será que vamos conseguir manter a mortalidade tão baixa? Será que vamos conseguir auxiliar os doentes covid-19 e não covid com qualidade e em segurança? 

Será que não vamos estar a colocar profissionais de serviços (lojas, restaurantes, cabeleireiros) em risco? 

Digo isso porque não é fácil comer com máscara, assim como fazer o buço, ou cortar o cabelo a 2 metros de distância!

Já há datas para voltar ao trabalho, às rotinas de que tanto nos queixavamos e que tanto tempo nos roubavam, mas das quais estamos cheios de saudades. 

No entanto, ainda não sabemos quando vamos voltar a beijar os nossos pais ou avós, quando vamos poder abraçar o irmão que tem asma ou o sobrinho que nasceu com problemas respiratórios... 

A normalidade ainda não tem data!

 

O corona, mais de um mês depois.

Ontem, quando o mais novo acordou da sesta, a madrinha estava em vídeo chamada.

Mal acordou perguntei se queria ver a madrinha.

Ele respondeu que sim com um sorriso enorme, mas quando chegou à varanda e viu o telemóvel, começou a chorar. Até ele já está cheio de ver os outros dentro de uma máquina 😳

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