O meu 2016 nas fotos mostra alguém bastante magra (nunca tinha estado tão magra na vida!), a sorrir (mas eu sei que não estava feliz!)
Quando 2016 começou eu tinha acabado de ser mãe! Tinha as hormonas aos saltos e um bebé no colo ao mesmo tempo que estava no desemprego! Mas (devido as hormonas, talvez) estava confiante que iria ser um bom ano!
Era tudo assustadoramente novo!
Quando o meu filho tinha 3 meses consegui um emprego, (no grupo sonae) que eu odiava e onde não me permitiram os meus direitos!
Depois do meio do ano descobri que provavelmente tinha cancro no colo do útero. E graças a isso também descobri que o meu melhor amigo (aquele que dizia que éramos irmãos de mães diferentes) me bloqueou em todas as formas de contacto, o que me permitiu chorar sozinha e ultrapassar sozinha ( sim porque as coisas com o companheiro estavam bastante mal!).
Tenho vontade de dizer que foi um ano de M3rd@! Mas depois o meu lado positivo faz-me lembrar que graças a esse ano aprendi que posso ultrapassar tudo e consigo fazê-lo sozinha! Que o melhor é confiar só em mim e nem sempre!
E que no final das contas, sou uma pessoa de sorte: o cancro não chegou a "crescer"; mudei de emprego e até cheguei a trabalhar "na minha área"...
Resumidamente: o melhor é que 2016 não se voltou a repetir!
Andamos todos a correr de um lado para o outro. Sempre sem tempo, sempre cheios de pressa.
A pressa é tanta que cada vez há mais mulheres (ou bebes) tão apressadas que não esperam por chegar aos hospitais para parir!
Essa pressa começa a chegar às pessoas doentes, que não estão a conseguir esperar vivas pela chegada da ambulância!
Depois, vê-se claramente, a falta de mentalidade de "Cristiano " nos profissionais das ambulâncias. Nota-se uma falta de jeito para fintas, dribles e saltos: fintar os outros veículos, driblar o trânsito e saltar o tempo! Mais profissionais como o Cristiano Ronaldo e de certeza que as ambulâncias chegavam mais cedo aos destinos!
Há que desacelerar minha gente!
(Valha-nos a ironia e o humor! Vamos rindo que quando começar-mos a chorar não paramos mais!)
Não sei o nome. Cá em casa são bolinhos de abóbora. A receita é fácil: tudo a olho até a.assa ficar suficientemente dura para não colar nos dedos, mas bastante mole para eles não ficarem "secos".
Nunca são iguais de ano para ano.
Mas estes, este ano fizeram-me recuar duas dezenas de anos, aos que a minha mãe fazia para comer na casa da minha avó!
Estes este ano estão divinos e provavelmente só daqui a 20 anos voltarei a fazer outros assim!
É tão bom quando algo nos teletransporta no tempo para momentos especiais!
Eram 6 da manhã do dia25 de Dezembro. A neve lá fora acumulavasse até meio das janelas. Tudo lá fora estava apagado e silencioso.
O Mundo dormia!
Mas no escritório do Pai Natal as luzes estavam acesas e ele já estava a consultar os relatórios da noite anterior.
Não conseguiu descansar. Pela primeira vez em séculos entregou o seu trabalho a maquinas geridas pela inteligência artificial.
"Um descanso"- Dizia a Mãe Natal- "Já estás velho para estas coisas e não é nada fácil arranjar um substituto! Isto não é o mesmo que ser o 007! Para além disso os relatórios são automaticos! Que ma-ra-vi-lha!"
Mas o relatórios não enganavam. Estava tudo mal!
-Não pode ser! Não pode ser! -gritou o Pai Natal!
Gritou tão alto que a Mãe Natal veio a correr!
- Que estás tu a fazer a esta hora? Era suposto descansares!
-Tu vê isto! Vê o que a tua querida inteligência artificial fez! Vê!
- Ora 0 presentes trocados. E 0 enganos de qualquer tipo! Sabes por acaso (lembraste?) de quantas crianças receberam presentes trocados? 1000! Ouviste 1000! E esse número tem vindo a aumentar todos os anos! Todos!
O Pai Natal ergueu as folhas (que imprimiu porque nos ecrãs não se vê nada direito!) e disse triste:
- 0 cenouras comidas, 0 bolachas comidas, 0 copos de leite bebidos, 0 pegadas do Pai Natal! No ano passado houve 1000 crianças tristes porque não receberam o que desejavam. Este ano ha um Mundo inteiro de crianças tristes porque o Pai Natal não comeu as bolachas nem bebeu o leite, nem deu as cenouras às renas, nem deixou uma leve marca para provar a sua passagem! Elas vão saber que eu não estive lá!
- Estás velho. Tanto leite e tantas bolachas deixavam-te doente até perto da Páscoa! E as renas, que com tantas cenouras, tinham os olhos a brilhar 2 meses consecutivos, nem fazia falta acender a luz no curral. IPara o ano melhoramos as entregas. Eu prometo! Agora anda descansar!
O Pai Natal seguiu-a preocupado com o que todos os meninos e meninas iriam sentir ao ver que ele não esteve nas suas casas.
Na sua cabeça de homem generoso engendrava uma maneira de destruir os seus substitutos mecânicos e contratar alguém para o seu lugar.
Ele precisa de um homem com barriga suficiente para beber muito leite e comer muitas bolachas! Mas onde vai encontrar alguém assim? Talvez o melhor seja procurar 3! Comprar mais uns trenós e treinar mais algumas renas.
E pronto. O velhinho simpático foi descansar feliz por ter conseguido encontrar uma forma de salvar os próximos Natais!
Dizem que a morada para enviar as cartas fica a mesma!
Ao sr político que anda a depejar postas de pescada sobre os universitários de classes sócio-económicas baixas:
O sr deve estar com comichão em algum lado e com dificuldade em coçar...
Infelizmente, os ministros deste governo são todos muito alergicos às pessoas de classes sócio-económicas baixas...
Só para que saibam srs ministros, e políticos: foram os vossos ricos pais que pagaram as vossas graduações, e algo me diz que os vossos colegas sócio-económicos desfavorecidos e que trabalhavam enquanto estudavam completaram as suas gradações em menos tempo e com notas tão boas ou melhores que as de vocês.
Uma vez, alguém disse: "em Portugal, quem não serve para nada vai para a política. Os que são bons querem-se longe da política!" (Palavras sábias...)