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Quinta à noite

Quando a vida dá uma volta das grandes. Desabafos. Ilusões e desilusões. Mudanças. Novos rumos. Vitórias

Quinta à noite

Quando a vida dá uma volta das grandes. Desabafos. Ilusões e desilusões. Mudanças. Novos rumos. Vitórias

Oh comadres 3

Cedo, empresto (sem data de devolução), dou, ofereço sistema de vigilância de casas externo e interno. Com elevada precisão ( tão elevada que consegue vigiar o interior das gavetas). 

Continua sem ligação directa às autoridades, mas tem boa memória, e descreve com precisão tudo o que grava. 

E uma oferta do caraças... Só não a quero para mim porque não estou habituada a tanta segurança!

Clientes

Os clientes são bons!

Agora, que o azedume já passou, vamos esclarecer uma coisa: eu não tenho nada contra os clientes. 

A grande maioria dos clientes são pessoas educadas, simpáticas e compreensivas. 

No meu antigo trabalho, eu dedicava toda a atenção ao cliente. Neste também tento, mas tenho vários clientes e várias tarefas para executar e não me é permitido dedicar muito tempo a ninguém. Nem sempre isso é bem entendido. Outras vezes é o próprio cliente que entende ser um ser superior e não aceita a pouca atenção dispensada. 

Não é fácil quando um cliente nos insulta ou insulta alguma das colegas, não é simpático que o cliente reclame só porque não o deixamos passar na frente dos outros clientes. 

E sim, em largas dezenas de clientes diários, haverá só um que estraga o dia. 

Quanto ao perder tempo a conversar, tenho uma história para partilhar: onde trabalho há uma velhinha muito simpática que vem às compras uma vez por semana. Ela vem sempre numa hora de pouco movimento; nunca leva muita mercadoria, mas fica sempre meia hora a falar. Nunca nos disse se mora ou não sozinha e nunca nos disse que família tem. Fala no filho que está em Lisboa. Ela vem para contar histórias; ela só quer alguém para ouvir as suas histórias. 

Eu penso ser uma senhora sozinha. Quando ela vem eu fico a ouvir. Posso ter muito trabalho, mas deduzo que ela precisa mais dos meus ouvidos do que o meu trabalho. 

Claro que depois há aqueles clientes que nos chamam incompetentes porque pensam que o peixe deve ser cortado com a faca e não na máquina. E há aqueles que pensam que estar na parte escondida do balcão é sinal de falta de vontade de trabalhar (se eles sonhassem o trabalho que se esconde lá! )

Há de tudo...

Humildade

Hoje fui comprar pão. (Sim, não tem nada de especial).

Passei-me com as clientes que estavam na minha frente. 

As funcionárias da padaria estavam todas ocupadas, mas as clientes estavam a reclamar por ninguém estar a atender na parte do pão. 

Disse as senhoras que elas estavam ocupadas com outras tarefas e que tínhamos de ter um pouco de paciência. Não gostaram e ficaram bastante agressivas comigo. Eu calei-me!

Este acontecimento e ominha experiência profissional fez-me tomar uma decisão (que escrevo para não me esquecer): Quando meu filho tiver idade para trabalhar, vou convence-lo a trabalhar em restaurantes, cafés e até supermercados. 

Quero que ele respeite e dê valor às pessoas que estão detrás do balcão. Quero que ele aprenda a agradecer e desculpar-se quando se demorar mais tempo que a hora de fecho. 

 

Gravidez

Dei comigo a recordar os primeiros meses de gravidez.

Não foi uma gravidez planeada. 

Não foi uma notícia fácil. 

Confesso chorei quando descobri. Chorei a noite toda. Mas no dia seguinte levantei-me, vesti-me e fui correr. Estava cheia de dúvidas, mas com uma certeza: a partir dali tinha um ser que precisa de mim. 

Todos os planos foram adiados. Muitos deles por tempo indeterminado. Mas não me arrependo. Ser mãe é o melhor que podia ter acontecido! 

Lembro que me senti perdida. Que pensei em todas as alternativas, mas optei por aquela que é a melhor (e eu posso dizer isso), apesar de ser a mais trabalhosa! 

Lembro das lágrimas de felicidade quando ouvi o coração dele pela primeira vez. Da ansiedade que tinha por o sentir mexer dentro de mim; e como foi bom quando isso aconteceu. 

Foi uma gravidez de ansiedades. Umas positivas, outras nem por isso. Mas eu adorei. 

Foi a única altura em que o bebé era mais meu do que de outra pessoa. 

Confesso que fico com um pouco de inveja (boa) de cada vez que vejo uma grávida. Tenho tantas saudades dessa altura! 

Quem sabe em breve a vida melhora o suficiente para eu repetir a experiência! 

Amamentar em público.

Há bastante tempo que queria dar a minha opinião sobre este assunto.

Hoje, aproveitando que estávamos de folga, e com um tempo razoável, fomos até ao rio. 

Foi uma tarde muito divertida. Principalmente devido à alegria do pequeno na água e na areia. 

A meio da tarde o pequeno quiz comer e preparei-me para lhe dar de mamar. 

Notei algum desconforto em quem estava perto de nós. Eu fingi que não era nada comigo. 

Não estava a fazer nada de errado. Não estava a expor o meu corpo ou a minha intimidade ( o que dirão das jovens que andam por aí com roupa reduzida? (Daquele tipo de roupa que se veste peças interiores ficam de fora)). Estava a fazer algo natural. 

Havia gente incomodada? Tinham bom remédio: pegavam na toalhinha e mudavam de sítio. Eu não tinha porque o fazer,  não me importava a sua presença. 

A grande maioria das pessoas que se escandalizam com a amamentação em público foi alimentada assim. Estão agora com frescuras porquê? 

 

 

Chocolate

Lembro um livro que li. Comprei-o porque na contra capa dizia:

" Quando tudo der errado, podemos sempre comer chocolate. "

E vai mais um bocadinho! 

P. S. : nem tudo corre mal! Fiz leite creme como deve ser pela primeira vez na minha vida!!!!!

Meu menino

Chamava-me tia e falava de mim tão fervorosamente que todos na escola me conheciam. 

Estive um ano sem o conseguir ver. Um ano que só sabia dele através do Facebook. Um ano em que se tornou jogador de basquetebol. Um ano em que perdi todos os jogos.

Vi-o. Meu coração encolheu de felicidade. Chorei de alegria. Tive a confirmação do que sempre disse: ele é uma parte importante do meu coração. 

Que importa se temos ou não o mesmo sangue? O que eu sei é que o adoro e tenho que encontrar uma solução para voltar a me aproximar dele. Quero muito que meu filho cresça com ele. 

Aquele menino que adormeceu no meu colo está a crescer (possivelmente com a ideia que eu não me interesso por ele). 

Eu quero muito que ele saiba que é o meu menino, como sempre foi. Que o amo muito e que não há filho algum que mude isso. Porque, sendo um amor diferente não deixa de ser amor verdadeiro. 

Coração apertado

Desde pequena que não aprecio o verão.

Eu sei que vão pensar que sou maluca. 

Até certo ponto sou. 

Lembro que em criança (antes das obras em casa, que tinha todo o interior em madeira), eu só dormia nos dias de chuva. Nos outros dias ficava toda a noite acordada com medo que a casa ardesse! 

Hoje voltei a ficar acordada quase toda a noite. 

Era madrugada quando o telemóvel tocou. Era um grande incêndio, e meu companheiro foi chamado. Ele é sapador! 

Não dormi mais.

Saiu à rua e ouço as pessoas revoltadas porque as colheitas de um ano e/ou os pinhais estão queimados. Revoltam-se com os bombeiros que não actuaram no devido tempo. 

Estão tão errados. Os bombeiros até fizeram pouco, mas salvaram-lhes as casas. Os bombeiros podiam fazer menos, podiam estar a dormir em casa, ir com os filhos à piscina, ou estar nos seus trabalhos. Bastava que nenhum mal parido tivesse ateado o fogo. E se fosse assim, as pessoas tinham seus bens intactos! 

 

8 meses

São os meses mais cansativos da minha vida. (E olha que eu já trabalhei e estudei ao mesmo tempo e muitas vezes dormia 2 horas em 24! )

Não me arrependo! És o melhor que tenho. E amo-te tanto! 

Se não fosse por ti não tinha trabalhado numa peixaria. E provavelmente hoje estaria a passar férias no Gerês. 

Mas, nada é melhor que acordar com o teu palrar. Nada supera o teu sorriso. E por ti aguento firme, mesmo num trabalho que odeio, junto de gente hiper competitiva (como se eu quisesse o lugar de alguém).

Construí uma família (algo que nunca pensei fazer). 

São 8 meses de luta, de aprendizagens, de novos sonhos e novos desafios. 

São 8meses de um amor que eu não imaginava. 

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