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Quinta à noite

Quando a vida dá uma volta das grandes. Desabafos. Ilusões e desilusões. Mudanças. Novos rumos. Vitórias

Quinta à noite

Quando a vida dá uma volta das grandes. Desabafos. Ilusões e desilusões. Mudanças. Novos rumos. Vitórias

O prometido

Bom... 

Parece que encontrei uma receita que me saiu bem logo à primeira. 

Estes queques são óptimos para o pequeno almoço ( até porque não  sobraram! (De salientar que minha cunhada e família tb comeram e foram poucos bolinhos!)) 😉

 

Esta eu vou ter de partilhar.

Já referi várias vezes que adoro fazer sobremesas para o domingo.

Hoje experimentei uma receita nova. Vi no blogue: "A Trofa tem cozinheira".

Bem... 

A receita original manda: 

100gr de açúcar; manteiga e chocolate em barra. 2 ovos e 30gr de farinha. 

(SÓ por isto eu já gosto da receita: poucos ingredientes e bastante chocolate!)

Eu fiz umas alteraçõezinhas (eu faço sempre alterações, não sei estar sem dar o meu toque!)

As minhas alterações: menos chocolate (umas 30 gr) mais uma colher de sopa de manteiga, igual medida de farinha  (mais uma colher) e mais um ovo. 

A autora do blogue sugeriu colocar um quadradinho de chocolate na massa antes de ir ao forno  (por isso reduzi no chocolate) 

A preparação é a seguinte: num recipiente que pode ir ao microondas coloca-se o chocolate e a manteiga. Depois de um minuto, retira-se o preparado do microondas, mistura-se o açúcar, os ovos previamente batidos, e depois a farinha. 

Ao contrário da autora, que usou formas de silicone, eu usei de metal,  das que se dizem anti aderentes; coloquei o quadradinho de chocolate e inventei mais um pouco: cobri com chocolate 😂 !

Bem, ainda estão quentes, amanhã eu digo como ficaram! 

Qualquer dúvida: o blogue é " a Trofa tem cozinheira!" 

"Salta trabalhos"

Uma colega disse-me isto, há uns dias atrás: "tu já trabalhaste em tantos sítios!" 

Eu senti que não estava a receber um elogio. Sentei-me, quase uma leviana! 

Sim, é verdade, eu já trabalhei em muitos sítios. Comecei a trabalhar ainda estava na escola (numa pastelaria), para ter dinheiro para comprar um telemóvel e poder carrega-lo à minha vontade (pois, pode parecer estranho, mas houve uma altura em que as tarifas de comunicações móveis eram mais "altas" e os pais só patrocinavam uma vez por mês!)

Mal acabei a escola, fui para a primeira fábrica, que encontrei. Sai. Eram demasiados químicos e demasiado rotina. Ali não aprendia mais nada. 

Eu gosto de aprender. Por isso, para me manter mais tempo na outra fábrica, fui estudar de noite. Um CET. Andava feliz e, apesar do cansaço, era produtiva. 

A fábrica fechou nesse ano! Porreiro. Com o fim do CET e sem fábrica, podia fazer um estágio profissional e continuar a estudar.  

Lancei-me na licenciatura, mas no final do estágio, não me renovaram o contrato... 

Perdi a conta aos currículos enviados, às entrevistas e às respostas do género: "oh, se está a estudar, o melhor é acabar os estudos. Trabalhar e estudar é muito difícil!" 

Pronto, sem grandes recursos, comecei a saga dos trabalhos por horas: um fim de semana neste café, umas horas naquele restaurante, uns dias em vindimas, umas horas em limpezas. 

O importante? O importante era não estar parada, pois, o dinheiro não me aparece em casa! 

Licenciei-me e continuo com o mesmo lema: o importante é não estar parada! 

Até porque não posso dar-me a esse luxo, mas também não consigo. 

Adoro estar em casa, mas não consigo estar a depender dos outros. 

Sim, já trabalhei em muitos sítios! Não sei porque me tenho de envergonhar disso. Na verdade, sentia mais vergonha, quando estava no desemprego, e tive de depender dos meus pais. 

Hoje é igual. Mal se avizinha o final de um contrato, já eu ando doida à procura de outra coisa. 

O importante é não estar parada!

Azedume

Sim, esta última semana ando azeda. Deve ser do fumo  (é que o fumo dos incêndios também é azedo!) 

Mas vamos ver as coisas pelo lado positivo. 

Agora já nos podemos dar a esse luxo. Para o ano vai ser diferente. Foram tomadas medidas para isso  (mas também já não deve haver muito mais para arder do que aquilo que ardeu até agora!) 

Os terrenos estão limpos. Acabou -se com um grande número de ninhos de vespa asiática. Vai ser mais fácil retirar os eucaliptos para uma reflorestação noutras espécies. A caça também está muito mais facilitada, afinal agora é muito mais fácil ver os animais (e melhor ainda, nesta última semana, havia a opção de trazer o animal já cozinhado!) Até alguns membros do governo  (actualmente ex-membros) já podem tirar férias e fazer uns workshops para aprenderem a comunicar em público e /ou com a comunicação social, para não voltarem a dar tiros nos próprios pés! 

Atenção, ainda não está tudo bem... Ainda há população a precisar de ajuda. Porque para perder tudo bastam alguns minutos, mas para voltar a erguer tudo faz falta uma vida! 

Aplausos

Ao fim de tanto tempo, tantos hectares ardidos (alguns ardidos 2,  3 ou mais vezes), ao fim de tantas perdas e tantos prejuízos, ao fim de tantas mortes, parece que vamos ter mais meios no combate aos fogos, que vamos ter o exército na ajuda ao combate a incêndios, que vamos ter uma melhor reflorestação  (e depois das árvores plantadas, quem  vai cuidar delas? Quem vai ser responsável por garantir que as matas e florestas vão manter -se limpas?)

Por fim, há medidas que demonstram que existe uma preocupação em evitar outro "verão negro". 

Falta tanto! 

Sim falta, mas nem tudo o que falta é de responsabilidade política. Falta as pessoas cuidarem dos seus terrenos, falta que todos tenham os espaços à volta das casas limpos. Falta civismo na hora que arde, para que alguns iluminados, não saiam de casa só para ir fazer "turismo " pondo a sua vida e a de outros em risco... 

Não sei se é meu dever agradecer ao políticos a sua boa vontade. Afinal, algumas medidas já tem sido gritadas todos os anos. Por fim foram ouvidas. 

Portugal está negro. Vai voltar a florescer! Como uma Fénix. 

Eu acredito!

 

Dúvidas

Na sequência da  tragédia que se abateu em Portugal este verão, quero expor algumas dúvidas (mais algumas!)

Gostaria de ter a oportunidade de perguntar a todos os políticos com assento parlamentar, e nao só, se são capazes de enfrentar o fogo como os bombeiros fazem! 

São? Srs ministros, deputados, secretários de estado, são capazes? 

Mas sabem que os bombeiros ganham bem menos que suas excelências? E não tem ajudas de custo para nada! 

No entanto são estes seres humanos, que enfrentam o fogo e não só! São eles os primeiros a enfrentar a fúria, revolta e indignação das populações quando os meios falham. São eles sabem? Eles dão a cara, o corpo e às vezes a alma, para proteger os outros. E vocês, Srs políticos, lembram-se deles no orçamento de estado? Qual o valor para novos meios e mais apoios para os bombeiros? Quanto aumentou dos anos anteriores?

Srs juízes, se aparecer um incendiário, ao "vosso" tribunal, cujos seus actos deixaram em risco a vossa casa ou de vossos familiares, também os mandam para casa com termo de identidade e residência? 

Eu sei, Srs juízes, que vocês não fazem as leis, só estão aqui para as fazer cumprir. E, infelizmente, tudo que tem a ver com os incêndios ainda tem muito que legislar.  Também sei que a maioria dos incendiários tem problemas psicológicos e os restantes tem problemas com álcool, drogas e outras substâncias... 

Eu sei que as pessoas não deveriam arriscar as suas vidas. Que isso deveria estar acima de tudo, mas alguém sabe o desespero de perder tudo? Alguém sabe o que custa ficar sem nada depois de uma vida de esforços para o conseguir?

O fim de semana "negro "

São tantas as coisas que quero dizer que ainda não consegui escrever nada.

Começo por onde? Pelo sábado e domingo sem sair de casa com medo que o vento arrastasse os fogos para perto? Pelos incêndios que começam durante a noite? Pelo companheiro, que depois de 24 horas nos incêndios, chegou a casa com a cara queimada (zona do nariz e olhos que a máscara não cobre)? Pelos hectares ardidos? Pelas casas ardidas? Pelas pessoas que ficaram no fogo? 

Começo por onde? Pela revolta de ver tudo a repetir-se e nada a ser feito para prevenir? De saber que os culpados vão continuar impunes? Por ver os responsáveis máximos a jogar jogos políticos, não mostrando interesse em legislar e agir de maneira a prevenir mais desgraças?

Começo por onde?

E o que foi feito, mudou o quê? Caiu uma ministra, saiu um ou outro director da protecção civil... Ok! Mas em termos práticos, isso melhorou o quê? 

Até ao momento, vemos políticos a atirar as culpas uns aos outros, como se aquele edifício  (aquela instituição) fosse um infantário e não a assembleia da república.

A única coisa que sei é a dor das pessoas, é o negro que resta e é este sentimento de impotência, revolta, tristeza e muita gratidão aos bombeiros...

8 anos

Ontem o meu menino fez 8 aninhos.

Já vão 8 anos desde aquela bonita sexta feira (bonita... Estava de chuva! A única coisa que a tornou bonita foi ele!). 

Ele está tão crescido, e tão adulto para a idade que tem... 

Fui levar -lhe a prendinha e fiquei tão triste: ele não se lembrou do meu nome 😔

Bem feito para mim que tenho estado tão ausente da sua vida! 

Com filhos 7

Enquanto estava a escrever o post anterior, algo novo na minha rotina estava a acontecer. 

O miúdo acompanhou o pai à casa de banho e queria fazer o mesmo que o pai. 

Esteve um pouco sem fralda na sanita, mas não fez nada. Então o pai resolveu que não lhe voltava a por a  fralda.  

O resultado? O miúdo andou pela casa com a mão a agarrar os calções e a pilinha.  Quando lhe dissemos para retirar a mão ele respondeu: "Não, ah cai!" 

Pronto, deixamos, não fosse ele perder alguma coisa!!! 😂

Com filhos 6

Já tem 22 meses  e  a ideia que é um homem grande!

Agora quer fazer tudo sozinho. 

Tirar e calçar os sapatos, tirar as calças, ir buscar as coisas ao frigorifico, comer e beber.

É no comer e beber que está o problema, pois metade dos líquidos, ou da comida tem como destino o chão. 

Às vezes, o dia não corre bem. Ontem foi um desses dias. E para piorar quando cheguei com ele a casa, ele despejou água no chão.  Eu reclamei com ele e fui limpar  (aproveitei e limpei o chão da casa!) Acabei de limpar e ele pediu um iogurte para ele e outro para a avó.  O iogurte foi todo despejado na roupa e no chão.  

Olhei para ele e perguntei: achas que a mãe é tua empregada? Devias de ser tu a limpar. 

Fui buscar a esfregona e quando voltei ele estava a limpar o chão com um pano de cozinha  (que penso, ter retirado da gaveta!) 

Fiquei fula! Mas não disse nada. Afinal, é uma boa maneira de ele aprender a limpar o que suja. 

 

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